domingo, 31 de julho de 2011

O Grêmio não é mais o Grêmio (parte 01)


Pior do que perder é não ter indignação e identidade.

Não são só as derrotas e os empates pífios em casa. Não são os 10 anos sem títulos expressivos e campeonatos perdidos por detalhes. É a falta do Grêmio, ser o Grêmio.

Se tu perguntasse para qualquer pessoa na década de 90 e no início dos anos 2000 quem era o Grêmio, todos responderiam com termos como: time encardido, copero, raçudo, uruguaio, cisplatino, matador, impiedoso. Diriam que jogar no Olímpico é um inferno, que as pernas tremem, que sentem medo, que o time jamais se entrega.

Até alguns anos atrás também ouviamos isso, mesmo que mais raramente. O time também trazia lapsos da nossa Imortalidade, forjada na criação. Mas foram apenas lapsos. Lapsos resultantes muito mais das Míticas cores tricolores do que de vontade, entrega e técnica dos "atletas" que defenderam nosso manto.

Fomos ao inferno da série B e voltamos de forma gloriosa e única, imitável. Chegamos a final e semi-final de libertadores, brigamos por um brasileiro e levamos alguns ruralitos. Mas o quase não põe um troféu na prateleira e o nome na história.

Particularmente, nunca torci pro Grêmio por ele ganhar tudo ou por ser o time da moda. Muito pelo contrário. A afeição pelo Grêmio veio pelas características deste (embora creio fielmente na predestinação dos tricolores). Via no Grêmio um time que não se entregava, que batalhava. Suor, terra e sangue no uniforme. Sangue próprio ou do adversário que ousava enfrentar o Esquadrão Gremista. Meu Gremismo consciente (embora Gremismo não signifique consciência e racionalidade em tempo integral) deu-se no início da década de 90. Era uma criança e via meu irmão mais velho entusiasmado com a dor-de-cotovelo dos jornais do "eixo" ao ver o grêmio trucidar os "grandes" de lá. O Grêmio encardido e "porrador" socando as firulas e a malandragem do Brazil de samba, mulatas e galhofas.

O Grêmio sempre foi o "time feio" do território brasileiro. Jogava pesado. Carrinho e gol de revesgueio aos 46 do segundo tempo. 1x0 sofrido e a taça no armário. O frio do sul intimidava o eixo e a armadura dos Guerreiros Gremistavas intimidava até os co-irmãos.

Meu Tricolor honrava suas raízes. O jogador que pisava no Olímpico com as cores do Grêmio (gaúcho ou não) sabia da história e das características únicas deste clube. Se entregar e não desisitir era a base de todo o Gremismo.

Na década de 90 foi o Grêmio de Jardel, Paulo Nunes, Dinho (foto do post), Goiano, Arce, Rivarola, Carlos Miguel, Danrlei.

O Grêmio não levava desaforo pra casa. E não ouvia desaforo em casa.

Continua...

quarta-feira, 1 de junho de 2011

"Quando podemos conversar com irmãos em Cristo com liberdade e sem medo, com amor e sem julgar o outro, acredito que podemos amar a Deus mais profundamente. Existem maneiras talvez mais urgentes de amar o próximo neste mundo ferido, mas gerar divisão por causa de uma opinião diferente da minha definitivamente não é algo bom."

 Mark Galli

terça-feira, 19 de abril de 2011

Hoje eu percebi que Deus vem trabalhando à dias, semanas, de forma especial.

Durante muitos momentos do dia vem um BAITA sentimento de que tá tudo ruindo, desmoronando e só dá pra ver um caos ao redor. Sentimento de incompetência, de não saber o que fazer.

Isso dura alguns minutos, dá aquele aperto maroto no coração. Dá pra sentir uma brisa bem fria passando. Se olhar pra cima é capaz de o céu estar preto.

Mas depois desse um minuto ou dois passa (embora seja recorrente). Daí vem uma alegria, vem aquela lembrança doce e aquela certeza que "Caramba, eu não ando mais sozinho!".

Muuuuitas coisas mudaram na minha vida nos últimos tempos. Perdi coisas que sonhava, cai de muitos tapetes puxados, tive vontade de quebrar salas e salas inteiras. Mas ao mesmo tempo ganhei coisas em que já não acreditava. E esse sentimento, veio com uma imensidão e mostrou bons lados meus que eu não imaginava que tinha.

Meus sonhos voltaram. Novos-velhos sonhos.

Tudo acontece por um motivo. Acho que minha pele de dragão caiu.


Então o leão disse (mas não sei se falou): “Eu tiro
a sua pele”. Tinha muito medo daquelas garras,
mas, ao mesmo tempo, estava louco para ver-me
livre daquilo. Por isso me deitei de costas e deixei
que ele tirasse a minha pele. A primeira unhada
que me deu foi tão funda que julguei ter me
atingido o coração. E quando começou a tirar-me
a pele senti a pior dor da minha vida. A única
coisa que me fazia agüentar era o prazer de sentir
que me tirava a pele. É como quem tira um
espinho de um lugar dolorido. Dói pra valer, mas
é bom ver o espinho sair.

As Crônicas de Nárnia - A Viagem do Peregrino da Alvorada
C.S. Lewis

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Amostra


Ontem tive uma pequena amostra dos dias vindouros.

Uma noite simples, sem exageros consumistas ou tempestade de flashs e brilhos de glamour. Eu, minha amada e um autógrafo de alguém que admiramos.

Isso talvez já fosse suficiente pra uma noite pra se lembrar. Mas os segredos estão nos detalhes.

90% deles são relacionados a companhia amada:

- O brilho nos olhos caramelados contornados de azul, resultado da leve inclinação do pescoço que posiciona a cabeça em um ângulo totalmente favorável à minha pessoa.
 - O dividir de emoções, espantos, sorissos, risos e suspiros provocados por um flash do futuro próximo. Flash proporcionado ao abrir livros infantis que remetem ao fato que leremos estes aos nossos pequenos.

- O bacon sequinho compartilhado em um sanduíche gigante do B. King;

- A doce lembrança do descer em uma escada rolante;

- A admiração por ela, que sinto toda vez à vejo em meio aos livros. Poderia passar o dia inteiro observando-a enquanto lê; (Ela, minha parte culta e inteligente)

- O beijo de tchau e o "Me liga quando chegar".

Sei que terei noites culturais assim no meu futuro. Muitas. O "casal-cultura", a "família-cultura".

Mas o melhor de tudo, é que não precisarei dar tchau.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Passado, presente e futuro. (Ou sobre como eu encontrei a minha garota)


Hey There Delilah (Tamy) - Plain White T's

Hey there Tamy
What's it like in London?
I'm a thousand miles away
But girl tonight you look so pretty
Yes, you do
The Big Ben can't shine as bright as you
I swear it's true


Hey there Tamy
Don't you worry about the distance
I'm right there if you get lonely
Give this song another listen
Close your eyes
Listen to my voice it's my disguise
I'm by your side


Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
What you do to me


Hey there Tamy
I know times are getting hard
But just believe me girl
Someday I'll pay the bills with this guitar
We'll have it good
We'll have the life we knew we would
My word is good


Hey there Tamy
I've got so much left to say
If every simple song I wrote to you
Would take your breath away
I'd write it all
Even more in love with me you'd fall
We'd have it all


Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me


A thousand miles seems pretty far
But they've got planes and trains and cars
I'd walk to you if I had no other way
Our friends would all make fun of us
And we'll just laugh along because we know
That none of them have felt this way
Tamy I can promise you
That by the time that we get through
The world will never ever be the same
And you're the blame


Hey there Tamy
You be good and don't you miss me
Two more years and you'll be done with school
And I'll be making history like I do
You know it's all because of you
We can do whatever we want to
Hey there Tamy heres to you
This one's for you


Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
Oh it's what you do to me
What you do to me
Oh Oh Oh
Oh Oh Oh

domingo, 20 de março de 2011

Vai lá e faz por onde!

Música que fala um pouco dessa nova fase que começo amanhã. Trabalho novo, horários novos e porradaria pra concretizar meus sonhos.


Simples Assim - Zander
Função soneca, estamos cegos e sem moletas
E é simples assim
E a gente come a mesma coisa no café, pra tentar mudar o dia
Pra enfrentar de frente o que vier

E não é fácil estar a par do que acontece aqui
E o ônibus não passa e o nosso tempo ainda nem começou

Já de serviço o tempo para e o almoço não vem
E é simples assim
De madrugada a feira toda já de pé,
E a gente voltando pra casa, nem parece que esse tempo já passou
E não é fácil estar a par
E o ônibus não passa e nosso tempo ainda nem começou

A pé, de ônibus ou de trem
De ti quem sabe é você e mais ninguém
Vão questionar o que a gente tem
Ninguém vai saber dizer e tudo bem

E é certo que eu não vou mudar de direção
Enquanto o mundo não nos entender
A gente fica aqui de baixo desses coberores onde é
A gente é que escolhe o som, sem rádios e televisores

Pra decidir por nós

Vai lá e faz por onde a gente pode ir bem mais longe, do que aqui
Então vai lá e faz por onde, a gente pode ir bem mais longe e é simples assim

sábado, 12 de março de 2011

Banda Louca de Jesus

Chorei de rir com esse vídeo.

A Barra Brava de Cristo.

Pelo visto foi gravado na Marcha pra Jesus de Porto Alegre. Pra quem não sabe, Barra Brava são torcidas do estilo da Geral do Grêmio, que cantam músicas mais melódicas e apóiam incansavelmente seu time.

As músicas usadas por estes do vídeo são versões das músicas da Geral do Grêmio.



"Chegou a Banda Loka de Jesus..
Chegou a Bandaaa!!
Essa Banda que canta e adora sem Parar!
Para Deus nosso Pai Jeová!"



"Soy, soy de Cristo
Um sentimento que faz amar"






Banda Louca de Jesus já está melhor que a bandinha lá do aterro.